Oscar 2012 reflete crise na indústria do cinema em Hollywood

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Em cerimônia marcada por homenagens a filmes clássicos e musicais, a 84ª edição do Oscar, evento organizado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, realizado no domingo, deixou bem claro que espera a volta do cinema às suas origens. Não foi à toa que a Academia deu as estatuetas de melhor filme e direção, além de outras três (melhor ator para Jean Dujardin, melhor figurino e trilha sonora original), ao filme francês “O Artista”, o primeiro longa de língua não inglesa a levar o grande prêmio.

De maneira semelhante, “A Invenção de Hugo Cabret”, o primeiro longa em 3D do diretor Martin Scorsese homenageia as origens do cinema. O longa indicado em 11 categorias, foi premiado com cinco estatuetas (edição de som, mixagem de som, efeitos especiais, fotografia e direção de arte).

O cinema americano está em crise, prova disso é o uso abusivo de tecnologia de ponta e de filmes em 3D como forma de tentar alavancar a decrescente bilheteria. O ano de 2011 teve a pior arrecadação desde 1995: foram apenas 10,2 bilhões de dólares. Hollywood pede socorro. E foi exatamente esta a sensação transmitida pelo Oscar. O ritmo pessimista continuou com o apresentador oficial deste ano (e de muitos outros), o ator Billy Crystal, que logo em suas primeiras frases chamou o tradicionalteatro Kodak de “teatro da bancarrota”. E Crystal não parou por aí, criticou a crise criativa, a parte comercial, a crise econômica dos EUA, e por aí vai.

A cerimônia também foi um tanto quanto tediosa, além das tradicionais sátiras, houve muitas homenagens e faltaram as apresentações musicais (apenas dois indicados este ano, com uma canção sendo a trilha do filme “Rio” com Carlinhos Brown e Sergio Mendes, que perdeu para “Os Muppets”). O que salvou foi uma apresentação do Cirque du Soleil e justiça seja feita, foram exibidas também cenas de filmes cult, mas a maioria dos trechos eram de filmes populares e que renderam as maiores bilheterias.

Quanto às outras premiações, a disputa pelo Oscar foi bem previsível. Foi o caso do troféu de melhor atriz, que foi para a veterana Meryl Streep por “A Dama de Ferro”, ao invés de Viola Davis em “Histórias Cruzadas”, e o de ator coadjuvante para Christopher Plummer, de 82 anos de idade, por “Toda Forma de Amor”, única atuação que merecia concorrer ao prêmio. Já a vencedora da estatueta de atriz coadjuvante Octavia Spencer foi a que mais se emocionou. Nem o Tapete Vermelho impressionou  os homens com trajes bem tradicionais e as estrelas optaram por vestidos pretos ou em tons claros, com muito branco. Angelina Jolie que até arrancou alguns suspiros, mas estaria bem mais atraente não fosse a magreza excessiva. Já quem optou por vestidos de cores fortes ou dourados, acabou errando no estilo. Fashionistas consideraram

o Oscar bem sem graça. Por fim, que esta edição do Oscar lembre aos americanos que um dia eles já foram os grandes faróis dessa arte, título que se esforçam por manter e que muitos desejam que consigam.

Como mostram os números da bilheteria, não é apenas a academia que espera que Hollywood volte a criar com brilho. O público também espera por isso!

Por Correio do Povo

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