Chico Buarque desperta idolatria adolescente em primeiro show em São Paulo. Depois do Sudeste a pauta de Chico Será Salvador, Recife e Fortaleza.

Passaram-se quatro meses desde a estreia da turnê Chico para Chico Buarque pisar em palcos paulistanos. Depois de passar por Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e Rio de Janeiro, o cantor abriu nesta quinta-feira (1) sua temporada em São Paulo da mesma forma que nas outras cidades: com O velho Francisco, música de seu álbum Francisco, de 1987.

Veja as fotos:

 

 

O cantor subiu ao palco do HSBC Brasil, na zona sul paulistana, às 21h56 – pouco menos de meia hora depois do horário previsto. Vestido todo de preto, se dirigiu à frente do palco e, com os braços abertos, fez uma breve saudação ao público, curvando-se levemente para a frente. Ovacionado, enfileirou após O velho FranciscoDe volta ao samba e Desalento. Ao final da primeira, um singelo e sincero “obrigado. Boa noite, São Paulo”.

Contido durante a quase hora e meia de apresentação, Chico poucas vezes se dirigiu ao público. Não que precise fazer mais do que isto. Um dos grandes astros da MPB, remanescente da geração que mudou os rumos da canção brasileira no final dos anos 60, Chico criou uma reputação de monstro sagrado da cultura brasileira. Os aplausos são constantes e independentes do que ocorra no palco. Basta a ele se comunicar por sorrisos com a plateia.

Logo na quarta música, Injuriado, alguns casais se levantaram das cadeiras e buscaram a lateral da casa de shows para dançar timidamente. A reação, no entanto, não é o padrão. No geral, o público se limitava a aplaudir entusiasticamente entre as músicas – quando uma luz branca solitária ilumina Chico no centro do palco – e, claro, gritar “lindo” a plenos pulmões. Famoso por seus olhos verdes, a aura de galã de Chico desperta nas mulheres, sem distinção de idade, um espírito de idolatria adolescente.

Com uma banda estelar o acompanhando – Luiz Claudio Ramos (violão e arranjos), João Rebouças (piano), Bia Paes Leme (teclados e vocais), Wilson das Neves (bateria), Chico Batera (percussão), Jorge Helder (contrabaixo) e Marcelo Bernardes (flauta e sopros) -, o cantor passeou, musicalmente, pela bossa, o samba e pequenos toques de jazz. Tudo moldado com sutileza, para realçar a voz suave de Chico.

As músicas de Chico, seu último disco, lançado em 2011, como Meu querido diárioRubato e Essa pequena, chegam aos poucos no repertório, mesmo sem empolgar muito. A plateia pega fogo mesmo na metade da apresentação, com a trinca de baladas Todo o sentimentoO meu amor e Teresinha, levadas pelo coro tímido do público.

O grande momento da apresentação, no entanto, foi Geni e o zepelim, composta para o musical Ópera do malandro e “esquecida” do repertório dos shows do cantor há muitos anos. Com um leve toque flamenco, a música ganhou um arranjo que amplia os momentos de tensão da letra. Algumas palmas tímidas ecoaram pelo HSBC para acompanhar o final da primeira estrofe, mas logo sumiram. Contagiado pela interpretação sincera de Chico, o público retomou as palmas mais ao final, proporcionando um final único.

Já mais solto, Chico foi levando o show a seu final com Sou eu, em que foi acompanhado por Wilson da Neves, que deixou a bateria e assumiu os vocais – Chico ainda usaria o chapéu branco do baterista para tocar A violeira, antes da boa versão quase rock de Baioque. Logo depois, cantou brevemente o clássico Cálice, com a letra composta pelo rapper Criolo, que assistia tudo da plateia. Sinhá surgiu, então, como o último ato da apresentação.

Luzes ainda apagadas, no entanto, ainda havia mais. Respondendo aos pedidos dos aplausos da plateia, Chico voltou para não um, mas dois bis. No primeiro, Barafunda e Futuros amantes. Para compensar quem não saiu do local, Chico ainda tocou uma derradeira Na carreira, largando o violão ao final e correndo de um lado ao outro do palco a cumprimentar o público. Como diz a letra da última canção, “hora de ir embora, quando o corpo quer ficar, toda alma de artista quer partir”.

Chico parte momentaneamente, mas fica em São Paulo. O cantor ainda faz mais 21 apresentações na capital paulista, todas no HSBC Brasil. Até o dia 25 de março, o cantor faz temporada de quinta a domingo na casa de shows. Após a data, Chico toca nos dias 30 e 31 de março e 1, 6, 7 e 8 de abril, seis shows extras anunciados na última segunda-feira (27).

Confira o setlist do show
O velho Francisco
De volta ao samba
Desalento
Injuriado
Querido diário
Rubato
Choro bandido
Essa pequena
Tipo um baião
Se eu soubesse
Sem você 2
Bastidores
Todo o sentimento
O meu amor
Teresinha
Ana de Amsterdam
Anos dourados
Sob medida
Nina
Valsa brasileira
Geni e o zepelim
Sou eu
Tereza da praia
A violeira
Baioque (com citação de “My mammy”)
Cálice (com letra de Criolo)
Sinhá

Bis
Barafunda
Futuros amantes

Bis 2
Na carreira

Serviço – Chico Buarque em SP
Onde: HSBC Brasil
Endereço: Rua Bragança Paulista, 1281 – Chácara Santo Antonio
Quando: de quinta a domingo – 1º a 25 de março. Shows extras em 30 e 31 de março e 1º, 6, 7 e 8 de abril
Informações: http://www.hsbcbrasil.com.br
Preços: entre R$ 60 e R$ 320

Onde comprar:
– BILHETERIAS HSBC BRASIL – Rua Bragança Paulista, 1281 / Chácara Santo Antônio. (Horário de atendimento: segunda a sábado, das 12h às 22h e domingos e feriados, das 12h às 20h)

– COMPRA POR TELEFONE – Ingresso Rápido – Tel: 4003-1212 (Horário de atendimento: segunda a sábado, das 9h às 22h) (Formas de Pagamento: cartões de crédito Visa, Mastercard, Credicard, Diners)

– COMPRA PELA INTERNET – http://www.hsbcbrasil.com.br / http://www.ingressorapido.com.br (Formas de Pagamento: cartões de crédito Visa, Mastercard, Credicard, Diners)

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