Entre a arte e a ciência Wolfgang Goethe

 

O alemão Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832) não escreveu “apenas” clássicos mundiais da literatura e dramaturgia. Também pesquisou à fundo a mineralogia e foi o pioneiro do arte-paisagismo, entre muitas outras coisas. As várias facetas do intelectual germânico estão alinhadas na mostra “Goethe – Último gênio universal?”, aberta na Biblioteca Zila Mamede, na UFRN, até 12 de abril. O material foi cedido pelo Instituto Goethe, sendo a primeira vez que é apresentado em Natal, numa parceria com a universidade.

A exposição traz 45 telas que reproduzem imagens e textos de Goethe, entre fotos de documentos, objetos pessoais, imagens, manuscritos e capas de livros. Todo o material escrito em alemão conta com tradução em português. “Apesar de Goethe ser um nome de referência na Alemanha, como o Machado de Assis é para o Brasil, muita gente desconhece os outros talentos que ele desenvolveu e que também contribuíram para muitas outras áreas além da literatura. Ele foi realmente universal”, explica Michael Manfred Hanke, coordenador da mostra e professor do Departamento de Línguas e Literaturas Estrangeiras da UFRN.

Segundo Hanke, a exposição mostra os estudos de Goethe na mineralogia, na política, teatro, ciência, o estudo que fez sobre a arquitetura clássica na Itália, e seu pioneirismo na produção de jardins com um toque artístico – o que hoje se conhece por arte-paisagismo. “O parque que ele projetou e fez há 200 anos existe até hoje. É uma interface entre a natureza e a cultura. Goethe tem um trabalho de interesse abrangente”, ressalta. O intelectual alemão também fez várias traduções importantes para o italiano, inglês e francês. Hanke destaca o fato de a exposição também mostrar que nem todo projeto de Goethe deu certo. “Ele errou em muitas coisas, e isso também faz parte da experiência humana. Serve como lição para a vida”, diz.

Toda a obra do pensador alemão evidencia uma busca incessante de sabedoria, à procura do conhecimento da suprema verdade. Entre suas obras-primas estão “Os sofrimentos do Jovem Werther” e “Fausto”.

Serviço: Goethe – Último Gênio Universal? Mostra até 12 de abril, na Biblioteca Central Zila Mamede, UFRN. Aberta das 8 às 22h. Acesso gratuito.

Por Tribuna do Norte

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